O 1º de Maio como Dia Internacional do Trabalhador, foi proclamado pela
Internacional Socialista em 1891, tendo a data sido escolhida como homenagem às
lutas sindicais de Chicago, pela redução da jornada de trabalho para oito horas
diárias em 1886. Desde
então sempre foi considerado como um dia de luta dos trabalhadores por melhores
condições de trabalho, tendo mesmo custado a vida a muitos deles em confrontos
com a polícia.
Hoje, infelizmente
quase terá de ser visto como o dia do “obrigado por ainda ter um emprego” tal a
gula desta sociedade pela produtividade e pelo lucro. Com a precariedade do
emprego existente, cada vez mais, quem trabalha acaba por ter de colocar o
sustento da sua família, a prestação da casa, o estudo dos filhos, num prato da
balança, e a sua dignidade como pessoa e o respeito que merece, no outro. O capitalismo
sorri satisfeito, mas com isso parece esquecer que cada vez mais se torna no
monstro que forçou os trabalhadores, no tempo da industrialização, a
revoltarem-se violentamente.
Triste 1º de Maio este, para os trabalhadores, num ano em que o
país continua mergulhado numa crise internacional, totalmente da responsabilidade da
ganância do liberalismo capitalista global e com a complacência e apoio dos
governos ao seu serviço.
Triste 1º de Maio este, em que vemos os mesmos que nos atiraram com a
crise para cima, continuarem a aplicar as mesmas práticas e politicas que a
geraram.
Vamos continuar nesta angústia, com esta incerteza, à espera que sejam
eles que resolvam o problema? Todos sabemos que não o vão conseguir, pelo
contrário ainda o tornarão mais problemático...até onde terá de ir o desemprego
e a miséria para decidirmos que já basta?
Este
ainda é o dia do trabalhador e não sei se aceitaremos que se transforme no dia
do desempregado

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