De há uns tempos a esta parte andamos todos à espera.
No princípio do ano todos ficámos à
espera dum novo que nos trouxesse prosperidades… puro engano.
Depois esperámos que o carnaval
passasse e que Hugo Chaves fosse dado como defunto.
Logo depois, foi a espera do anúncio
de um novo Papa e a passagem de mais uma Páscoa.
Numa última sexta-feira, depois de
esperarmos meses, ficámos à espera, um bom bocado além da hora anunciada, pela
decisão do tribunal constitucional.
A partir daí ficámos à espera por um
conselho de ministros extraordinário, no sábado seguinte, esperando que não nos
roubassem muito mais do pouco que ainda nos resta.
Esperámos posteriormente por um
comunicado do Presidente da república, que se diz ser de todos os portugueses,
mas afinal parece que não é… nem presidente nem de ninguém.
Continuámos esperando, no domingo,
por uma comunicação oficial dum tal de primeiro-ministro que iria anunciar mais
umas tantas desgraças e cortes neste tão já desgraçado e recortado país de
previsões falhadas e do faz de conta.
Esperámos depois, expetantes, o que
Sócrates e Rebelo de Sousa iriam dizer à noite, numa vã esperança de consolação
nas extravagâncias cometidas.
Veio depois a espera do anúncio dum
conselho de ministros extraordinário para se acertar, entre abutres, em que
setores recairiam os aumentos das adversidades alheias.
Agora andamos todos à espera que
apareça um consenso… não se sabe de quem com o quê ou do quê com quem.
O Governo esperou desperdiçando ano
e meio para reduzir a despesa pública… porém aumentou-a
Todos esperámos que o governo, na
segunda metade de 2011 confrontasse a tróica, criasse capital de queixa para
utilizar no momento oportuno.
Pelos vistos, o governo ficou à espera.
Voltámos a esperar, desiludidos, o anuncio do
chefe dos salteadores da coisa pública, em direto pela televisão, para mais
cortes no ensino, na saúde e assalto aos parcos direitos dos reformados e dos
trabalhadores do estado, por quem nutrem um indisfarçado rancor de morte.
Por cá, estamos esperando que chegue Setembro para dar
uma vassourada nesta governação local de afilhados, corrupção e compadrios em
quem há 4 anos, erradamente, confiámos e nos enganaram em toda a linha. Sem obra feita, imitando mal, apenas com
desembaraço para aumentar o preço da água e outros serviços, estagnaram por
completo o concelho e as suas seis freguesias.
Infelizmente, passamos sempre demasiado tempo à espera…
e nem é para que amanheça e nem é para parir.

Sem comentários:
Enviar um comentário