Dececionante! Mais
um ano, esta feira, travestida de festival, continua a cair a pique. Mas todos
já sabemos os resultados:
Foram mais de 45000
pessoas que estiveram no Crato e gastou-se menos 118 mil euros que o ano
passado, fazendo as contas duzentos e tal mil euros que na feira do outro
mandato…. O “blá blá” da cassete do costume, daqueles que eram anti feira, mas
que agora se assumem como seus acérrimos defensores e criadores.
Ainda que a maioria das despesas não tenham
sido todas pagas, as contas já estão feitas, foram-no ainda a feira não tinha
começado, mas isso não interessa… interessa é parir números, cá para fora,
mesmo que mentirosos, para gáudio dos correligionários, e tentando enganar os
incautos e mal informados.
Seguindo o nosso conselho
do ano passado, vereador ”Paragana” conseguiu arranjar um bocadinho do seu
atarefado dia a dia e escreveu a redação sugerida, mas cometeu duas faltas
graves:
1º Não fez uma
redação de 4º classe – frases curtas, palavras simples (aquela da “grandiosidade”,
nem ao diabo lembraria, o raio da palavra não quis mesmo sair).
2ª Esqueceu-se de
numerar as páginas do longo, fastidioso e já costumeiro rosário de amarguras.
O som ajudou; a
dificuldade de se deixar ouvir, tornando-se mesmo inaudível, na maior parte da oratória
barata, atenuou, em parte, à perceção dos presentes, o ror de asneiras ditas e
mal lidas… que raio fizeram às aparelhagens sonoras da Câmara, nada trabalha
bem, será que só funcionam com o J.C.?
Porque simplesmente
ninguém dos convidados e assistentes conseguiu ouvir patavina do discurso de
abertura, gorou-se o jogo de apostas: Quantas asneiras seriam ditas por minuto…
estamos em crer que foram umas quarenta e três.
Presidiu à abertura
do evento o Presidente do Turismo do Alentejo, Ert. António José Ceia da Silva, (“conhecido
popularmente, por Ceia da Silva”), como fez questão de salientar o orador… com
muitos enganos à mistura a péssima e arrastada leitura da redação ia de mal a
pior, quando, onze minutos e vinte segundos depois uma súbita brisa, que não
descortinámos, mas por certo culpa do J.C. e um trocar de mãos deitou tudo a
perder…percebeu-se que algo havia acontecido; dois minutos depois a explicação,
perante o esgar simulado de riso geral, ainda que sonegado, (até o provedor
levou a mão à frente da cara) o homem explicou, que “faltam folhas ao discurso,
acontece a quem está a ler… … valeu o vereador assessor que lhe sussurrou
qualquer coisa do tipo “ não faz mal continue já numa qualquer afinal ninguém está a ouvir o que está a dizer”.
Seguindo o conselho do seu fiel assessor continuou “Ex.mas senhoras
instituições, coletividades e entidades do convidado…depois de muitas asneiras e
mentiras à mistura termina ao minuto vinte e quatro com um “viva o concelho do
crato obrigado(????)… arrasador.
Como se viu, no
vídeo do ecrã da feira, conseguir um minuto e meio de discurso limpo, de toda
aquela arrazoada, foi obra; para confirmar ouça, alguns trechos do discurso.
Veja se o consegue fazer, sem se rir…
Melhores dias terão, obrigatoriamente, que vir! Só
mesmo o J.C. nos pode valer, ainda que pareça ausente deste pobre e triste
calvário; este ano não houve Arcebispos nem Bispos, ficou-se por um esquecido
Monsenhor, que apenas enfeitou a cantareira, rematada por um vice presidente da C.C.D.R.
Alentejo, por um deputado laranja distrital e pelo detestável, chato e pequeno
matraquilho.

Sem comentários:
Enviar um comentário