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O Tempo que faz

O Tempo no Crato

12/09/2012

O DISCURSO DA PARÓDIA

 Dececionante! Mais um ano, esta feira, travestida de festival, continua a cair a pique. Mas todos já sabemos os resultados:
Foram mais de 45000 pessoas que estiveram no Crato e gastou-se menos 118 mil euros que o ano passado, fazendo as contas duzentos e tal mil euros que na feira do outro mandato…. O “blá blá” da cassete do costume, daqueles que eram anti feira, mas que agora se assumem como seus acérrimos defensores e criadores.
 Ainda que a maioria das despesas não tenham sido todas pagas, as contas já estão feitas, foram-no ainda a feira não tinha começado, mas isso não interessa… interessa é parir números, cá para fora, mesmo que mentirosos, para gáudio dos correligionários, e tentando enganar os incautos e mal informados.

Seguindo o nosso conselho do ano passado, vereador ”Paragana” conseguiu arranjar um bocadinho do seu atarefado dia a dia e escreveu a redação sugerida, mas cometeu duas faltas graves:
1º Não fez uma redação de 4º classe – frases curtas, palavras simples (aquela da “grandiosidade”, nem ao diabo lembraria, o raio da palavra não quis mesmo sair).
2ª Esqueceu-se de numerar as páginas do longo, fastidioso e já costumeiro rosário de amarguras.
O som ajudou; a dificuldade de se deixar ouvir, tornando-se mesmo inaudível, na maior parte da oratória barata, atenuou, em parte, à perceção dos presentes, o ror de asneiras ditas e mal lidas… que raio fizeram às aparelhagens sonoras da Câmara, nada trabalha bem, será que só funcionam com o J.C.?
Porque simplesmente ninguém dos convidados e assistentes conseguiu ouvir patavina do discurso de abertura, gorou-se o jogo de apostas: Quantas asneiras seriam ditas por minuto… estamos em crer que foram umas quarenta e três.
Presidiu à abertura do evento o Presidente do Turismo do Alentejo, Ert.  António José Ceia da Silva, (“conhecido popularmente, por Ceia da Silva”), como fez questão de salientar o orador… com muitos enganos à mistura a péssima e arrastada leitura da redação ia de mal a pior, quando, onze minutos e vinte segundos depois uma súbita brisa, que não descortinámos, mas por certo culpa do J.C. e um trocar de mãos deitou tudo a perder…percebeu-se que algo havia acontecido; dois minutos depois a explicação, perante o esgar simulado de riso geral, ainda que sonegado, (até o provedor levou a mão à frente da cara) o homem explicou, que “faltam folhas ao discurso, acontece a quem está a ler… … valeu o vereador assessor que lhe sussurrou qualquer coisa do tipo “ não faz mal continue já numa qualquer  afinal ninguém está a ouvir o que está a dizer”. Seguindo o conselho do seu fiel assessor continuou “Ex.mas senhoras instituições, coletividades e entidades do convidado…depois de muitas asneiras e mentiras à mistura termina ao minuto vinte e quatro com um “viva o concelho do crato obrigado(????)… arrasador.
Como se viu, no vídeo do ecrã da feira, conseguir um minuto e meio de discurso limpo, de toda aquela arrazoada, foi obra; para confirmar ouça, alguns trechos do discurso. Veja se o consegue fazer, sem se rir…
Melhores dias terão, obrigatoriamente, que vir! Só mesmo o J.C. nos pode valer, ainda que pareça ausente deste pobre e triste calvário; este ano não houve Arcebispos nem Bispos, ficou-se por um esquecido Monsenhor, que apenas enfeitou a cantareira, rematada por um vice presidente da C.C.D.R. Alentejo, por um deputado laranja distrital e pelo detestável, chato e pequeno matraquilho.

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